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        <title>Pausa para Poesia</title>
        <link>http://pausaparapoesia.com.br/</link>
        <description></description>
        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2008</copyright>
        <lastBuildDate>Sun, 03 Aug 2008 10:52:42 -0300</lastBuildDate>
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            <title>Pausa para o Pausa</title>
            <description><![CDATA[<p><img class="mt-image-left" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 20px 20px 0px; WIDTH: 188px; HEIGHT: 119px" height="319" alt="porta_fechada_2.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/porta_fechada_2.jpg" width="425" />Se os novos posts já estavam cada vez mais raros, desta vez, este blog interrompe suas atualizações por tempo indeterminado. </p>
<p>Um <strong>agradecimento</strong> especial a todos os sobreviventes - que ainda visitam e comentam no Pausa. </p>
<p>O certo é que ainda há muito para se falar sobre a poesia, por mais que ela ande esquecida do dia-a-dia. <strong>Até a próxima.</strong> <br /></p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/08/pausa-para-o-pausa.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">cotidiano</category>
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">poesia</category>
            
            <pubDate>Sun, 03 Aug 2008 10:52:42 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>M.i.l.i.m.é.t.r.i.c.o</title>
            <description><![CDATA[<p>Imagine que as palavras são tijolos. Você, um operário a organizá-los. Se você conseguir juntar inspiração e métrica - como quem mistura um bom cimento - terá feito um soneto. </p>
<p>Ou quase, afinal, no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Soneto">soneto</a>, tudo é planejado, calculado em fórmula perfeita. São 14 versos, divididos em dois quartetos (grupos de quatro versos) e dois tercetos (três versos). Os versos também seguem uma métrica, numa verdadeira harmonia interna.</p>
<p>Mas não basta matemática. O acabamento - <a href="http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/o-que-nao-existe-sozinho.html">sonoro</a> - é fundamental para a construção. Pra garantir a sonoridade, a gente usa rimas geralmente organizadas em esquemas que mais parecem gabarito de vestibular ABBA - ABBA - CDCD, ou ainda, AABB AABB CDDC.</p>
<p>E veja, todo o esforço é capaz de render obras-primas, seja na arquitetura ou na poesia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um soneto de <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francesco_Petrarca">Petrarca</a></strong>:</p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p>III<br /><br />Se a minha vida do áspero tormento<br />E tanto afã puder se defender,<br />Que por força da idade eu chegue a ver<br />Da luz do vosso olhar o embaciamento,<br />&nbsp;<br />E o áureo cabelo se tornar de argento,<br />E os verdes véus e adornos desprender,<br />E o rosto, que eu adoro, empalecer,<br />Que em lamentar me faz medroso e lento,<br />&nbsp;<br />E tanta audácia há de me dar o Amor,<br />Que vos direi dos martírios que guardo,<br />Dos anos, dias, horas o amargor.<br />&nbsp;<br />Se o tempo é contra este querer em que ardo,<br />Que não o seja tal que à minha dor<br />Negue o socorro de um suspiro tardo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p dir="ltr">Outro de <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare">Shakespeare</a></strong>:</p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p>Como no palco o ator que é imperfeito<br />Faz mal o seu papel só por temor,<br />Ou quem, por ter repleto de ódio o peito<br />Vê o coração quebrar-se num tremor,</p>
<p>Em mim, por timidez, fica omitido<br />O rito mais solene da paixão;<br />E o meu amor eu vejo enfraquecido,<br />Vergado pela própria dimensão.</p>
<p>Seja meu livro então minha eloqüência,<br />Arauto mudo do que diz meu peito,<br />Que implora amor e busca recompensa</p>
<p>Mais que a língua que mais o tenha feito.<br />Saiba ler o que escreve o amor calado:<br />Ouvir com os olhos é do amor o fado.&nbsp;&nbsp;</p></blockquote>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/07/milimetrico.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Definições</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Ritmo</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Soneto</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Métrica</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Poesia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Rima</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Soneto</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Sonoridade</category>
            
            <pubDate>Tue, 22 Jul 2008 19:34:58 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Colorido poético na Olimpíada do Conhecimento</title>
            <description><![CDATA[<p>Quem visitar a Olimpíada do Conhecimento, que acontece entre os dias 10 e 15 de junho na Vila Germânica (Blumenau), pode conferir a segunda edição da exposição CataVersos - cata-ventos coloridos com poemas, espalhados pelas floreiras do evento. Lembra? Já falamos dela por aqui.</p>
<p>Os cerca de 4 mil cata-ventos foram produzidos artesanalmente, com madeira de reflorestamento e papel reciclado, todos contendo textos do livro Relicário.</p>
<p>A<a href="http://www.senai.br/olimpiada/"> Olimpíada do Conhecimento </a>é considerado o maior evento educacional das Américas, envolvendo estudantes de cursos técnicos de todo o Brasil. O objetivo é promover o intercâmbio de conhecimentos entre empresas, profissionais e competidores. </p>
<p>Além disso, o evento abre espaço para a cultura, incluindo em sua programação ações como a Exposição CataVersos. Os visitantes podem não apenas interagir com os cata-ventos, como também levá-los para casa. Uma lembrança poética do evento.</p>
<p>A estimativa é que passem 35 mil pessoas na Vila Germânica no período, entre elas, autoridades estaduais e nacionais.</p>
<p><br />Agora, cá entre nós, deu o maior trabalho fazer 4 mil cata-ventos só pra levar um pouco de poesia a este tamanho evento.</p>
<p>Um obrigada especial a Luiza do <a href="http://www.senai.br/">Senai</a>.</p>
<p>Ao seu Adalberto, vizinho que ajudou no transporte.</p>
<p>E à família - papai e mamãe - que ajudaram com total dedicação nesta realização.</p>
<p><strong></strong>&nbsp;</p>
<p><strong>Confira abaixo os melhores momentos da produção. </strong></p>
<p align="center"><strong><img class="mt-image-center" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 20px; WIDTH: 128px; HEIGHT: 177px; TEXT-ALIGN: center" height="525" alt="DSC04103.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC04103.jpg" width="394" /></strong>Papai fazendo os cabos dos cata-ventos.<br /></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-center" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 20px; WIDTH: 154px; HEIGHT: 101px; TEXT-ALIGN: center" height="295" alt="DSC04091.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC04091.jpg" width="394" /></span></p>
<p align="center">Na montagem</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-center" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 20px; WIDTH: 144px; HEIGHT: 186px; TEXT-ALIGN: center" height="378" alt="DSC04151.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC04151.jpg" width="284" /></span></p>
<p align="center">Eu, guardando.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><img class="mt-image-none" style="WIDTH: 178px; HEIGHT: 133px" height="295" alt="DSC04127.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC04127.jpg" width="394" /></p>
<p align="center">Na sala de casa, quando ainda estava "vazio".</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><img class="mt-image-center" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 20px; WIDTH: 174px; HEIGHT: 140px; TEXT-ALIGN: center" height="295" alt="DSC04192.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC04192.jpg" width="394" />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline">No transporte</span></p>
<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"></span></p>
<p></p>
<p></p>
<p align="center">
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"></span></p>
<p align="center"></p>
<p align="center"></p>
<p align="center">
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"></span></p>
<p align="center"></p>
<p align="center"></p>
<p align="center">
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-center" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 20px; WIDTH: 223px; HEIGHT: 160px; TEXT-ALIGN: center" height="443" alt="DSC04200.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC04200.jpg" width="591" /></span></p>
<p align="center"></p>
<p align="center"></p>
<p align="center">4 mil cata-ventos prontos, no galpão.</p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/06/colorido-poetico-na-olimpiada.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Relicário</category>
            
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Senai</category>
            
            <pubDate>Sun, 08 Jun 2008 18:04:28 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Além do quadro negro</title>
            <description><![CDATA[<p><em><font style="FONT-SIZE: 0.8em">Uma meta existe para ser um alvo<br />Mas quando o poeta diz: "Meta"<br />Pode estar querendo dizer o inatingível<br />[Metáfora | Gilberto Gil]&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </font></em></p>
<p>Mais do que apresentar a rima ou fazer os alunos contarem versos métricos. A poesia - trabalhada na escola - deve despertar leitores para uma linguagem subjetiva. Fazer ler as entrelinhas. </p>
<p>Nos últimos anos, desde a publicação do Aprendiz, visitei diversas turmas, conversei com estudantes e vi excelentes trabalhos guiados por professores. Casos em que novos sentidos eram dados às palavras. Em que a poesia despertava outras manifestações: desenho, teatro, dança, debates - pensamento crítico e criativo.</p>
<p>Se eu pudesse deixar algumas sugestões de trabalhar a linguagem poética, como aluna que fui, eu diria:</p>
<p>• Desafie os alunos. Façam com que eles vejam além do poema. Deixe a imaginação voar.<br />• Mostre que a poesia é mais que uma confissão do poeta. Há um exercício com as palavras, com a sonoridade - imagens que demonstram mais que inspiração, um árduo trabalho de linguagem.<br />• Poesia não são só coisas bonitas, piegas ou melosas. Lembre-se de textos que trabalham com o humor, com a narrativa e que falam da realidade social.</p>
<p>E pra começar, mostre o que, talvez, a linguagem poética tenha de mais fascinante: sua licença, sua relativa desobediência à língua padrão, sua reconstrução. Há algo melhor que isso?</p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/05/alem-do-quadro-negro.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Colaborações</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Olhares</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">aprender</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">criatividade</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">escola</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">poesia</category>
            
            <pubDate>Thu, 15 May 2008 23:36:49 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Participação</title>
            <description><![CDATA[<p>Um pouco de poesia na praça, em pleno domingo. Família passeiam, um mágico mostra seus truques e as crianças descobrem novos mundos.</p>
<p>Esse foi o cenário da <a href="http://www.institutofeiradolivro.com.br">Feira do Livro de Joinville</a>, que aconteceu até ontem, pertinho da Avenida dos Príncipes.</p>
<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-left" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 20px 20px 0px; WIDTH: 193px; HEIGHT: 174px" height="886" alt="menor01.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/menor01.jpg" width="1181" /></span></p>
<p>Um agradecimento especial ao pessoal de Joinville, que me recebeu muito bem e deixou o domingo um pouco mais ensolarado de palavras.</p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/04/participacao.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">feira do livro de Joinville</category>
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">participação</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">poesia</category>
            
            <pubDate>Mon, 14 Apr 2008 22:46:55 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Poesia: a revolução de dentro</title>
            <description><![CDATA[<p>De vez em quando, você encontra um texto com o qual é quase impossível não se identificar. Foi assim que descobri na crônica<em> "A revolução da delicadeza"</em>, do escritor joinvillense <a href="http://casadeparagens.blogspot.com/">Rubens da Cunha</a>, uma verdadeira pausa para a poesia - em plena prosa. O trecho foi publicado no <a href="http://www.an.com.br/">Jornal A Notícia</a> e tirado do livro <em>Aço e Nada</em>, que tive o privilégio de ler. </p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p align="left"><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Experimente não crescer por algumas horas do dia. Jogue sobre seu sorriso um pouco de infância: doces de chocolate, bolas-de-gude, pandorga; retire de seu peito a responsabilidade e brinque de boneca, carrinho, casinha e pique-esconde. Primeiro te chamarão de irresponsável, depois de vadio, por fim de louco. Isso tudo porque você deteve-se na infância durante três horas numa segunda-feira. Faça isso mais vezes por mais tempo em dias úteis. É praticamente uma tarefa impossível. É bem mais fácil matar alguém toda manhã do que descrescer.</em></p></blockquote></blockquote>
<p>Inevitável não pensar como seria bom se cada um se desse essa chance: voltar a ser um pouco criança. Viver mais livre e com menos preocupações. </p>
<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-center" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 20px; WIDTH: 389px; HEIGHT: 128px; TEXT-ALIGN: center" height="288" alt="bolha de sabão02.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/bolha%20de%20sab%C3%A3o02.jpg" width="549" /></span>Poesia também serve para repensar a vida. A gente só precisa tentar.</p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/04/poesia-a-revolucao-de-dentro.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Colaborações</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">infância</category>
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Rubens da Cunha</category>
            
            <pubDate>Sat, 12 Apr 2008 14:20:26 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Varal do Folclore</title>
            <description><![CDATA[<p>Retrato de um povo, o folclore brasileiro está cheinho de poesia. Um grande relicário formado por causos, costumes e brincadeiras. Sobrevivente graças à cultura popular, o folclore revela crendices e superstições do jeito mais espontâneo que poderia haver.</p>
<p>Tem coisa que parece brincadeira de criança pra pegar bobo, como os trava-línguas, por exemplo. </p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p><em>Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será</em>. </p></blockquote>
<p>Vixi, esses versos vêm cheios de figuras de linguagem, que prezam pela sonoridade. Repetição de consoantes ou vogais é típica.</p>
<p>Parecidas com as cirandas são as quadras, estrofes com quatro versos que tem na rima uma grande aliada. Veja só duas quadras pesquisadas por <a href="http://www.ricardoazevedo.com.br/">Ricardo Azevedo</a>:</p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p><em>Dois beijos tenho na boca<br />Que jamais esquecerei<br />O primeiro que me deste<br />O primeiro que te dei</em></p>
<p>&nbsp;<em>Subi na serra do fogo<br />&nbsp;Com sapato de algodão<br />&nbsp;O sapato pegou fogo<br />&nbsp;E eu voltei de pé no chão</em></p></blockquote>
<p>Também não faltam cantigas que completam nosso folclore.&nbsp;Como a música vai passando de voz em voz, cada um vai inventado sua própria versão, mudando um pouquinho a letra.</p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p><em>Caranguejo não é peixe <br />Caranguejo peixe é <br />Caranguejo não é peixe <br />Na vazante da maré. <br />Palma, palma, palma, <br />Pé, pé, pé <br />Caranguejo só é peixe <br />Na vazante da maré. </em></p></blockquote>
<p>Aposto que você também se lembra de diversas manifestações do folclore presentes na sua infância, nas palavras dos mais velhos, no dia-a-dia. Diga aí o que você lembra, vai.<br />E pra acabar, fica uma charada popular: </p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p><em>o que é que bate bate<br />pode se abrir ou fechar<br />vive assim no vai-e-vem<br />sem nunca sair do lugar?</em></p></blockquote>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/04/varal-do-folclore.html</link>
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            <pubDate>Sun, 06 Apr 2008 18:09:39 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Poesia nos Reclames</title>
            <description><![CDATA[<p align="left">Na rota das intertextualidades, há sempre discursos que se cruzam ou passam a caminhar juntos. Não diferente é a relação entre <strong>publicidade</strong> e <strong>poesia</strong>. </p>
<p>Antes mesmo de existirem as primeiras agências no Brasil, poetas já eram contratados pelos corretores de anúncios -&nbsp;profissionais que faziam as mediações entre os anunciantes e os meios. </p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Casimiro_de_Abreu">Casemiro de Abreu</a> (sim, o de <a href="http://www.mhelena.adv.br/spasso/poesia-08.htm">Meus 8 Anos</a>), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes_Fontes">Hermes Fontes</a>&nbsp;e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Olavo_Bilac">Olavo Bilac</a>&nbsp;eram alguns desses pré-publicitários e podem ser considerados os precursores da redação publicitária do Brasil. </p>
<p>Na época, eles fizeram um ótimo trabalho, colocando pitadas de criatividade em textos que mais pareciam nossos classificados atuais. Afinal, a publicidade do início do século XX era assim, reflexo de seu mercado-alvo,&nbsp;apostando mais na informação que na persuasão. </p>
<p>Até hoje certos recursos da linguagem poética servem de inspiração para a publicidade, especialmente quando o apelo é emocional.&nbsp;</p>
<p>A campanha de lançamento do carro <a href="http://www.fordecosport.com.br/">Ford EcoSport</a>, de 2003, usa um poema (adaptado) de <a href="http://www.releituras.com/tmello_menu.asp">Thiago de Mello Neto</a>, para vender o conceito de que "uma vida de liberdade e aventura começa aqui".</p>
<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-center" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 20px; WIDTH: 397px; HEIGHT: 287px; TEXT-ALIGN: center" height="465" alt="Folheto_EcoSport.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/Folheto_EcoSport.jpg" width="657" /></span>&nbsp;Criados pela <a href="http://www.jwt.com.br/">JWT</a>, os anúncios traziam o "Instituto de sua nova vida", inspirado em "<a href="http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/manifestandose.html">Estatuto do Homem</a>".</p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p><em>Artigo I: Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive às terças-feiras mais cinzentas, tem o direito de converter-se em manhãs de domingo.</em></p>
<p><em>Artigo II: Fica decretado que, a partir deste instante, as janelas devem permanecer o dia inteiro abertas para o verde.</em></p>
<p><em>Artigo III: A palavra <strong>liberdade</strong> será suprimida dos dicionários. A partir deste instante será algo vivo, como o fogo e o mar.</em></p>
<p><em></em>&nbsp;</p></blockquote>
<p>Em 2008, o EcoSport voltou a trazer doses de poesia em sua campanha, chamada de o Novo Mundo. O texto diz mais ou menos assim:</p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p><em>No meu mundo, os&nbsp;fios são galhos. Hidratante é nascente. Televisão é aquário e toda estrela é cadente. </em></p>
<p><em>A calçada é grama. O vento faz ciranda. Trânsito é cardume. E todo sonho anda.</em></p>
<p><em>Muito prazer, eu sou o novo Ford EcoSport 2008.</em></p></blockquote>
<p dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px"><em>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-center" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 20px; WIDTH: 220px; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" height="2592" alt="DSC00872.JPG" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC00872.JPG" width="1944" /></span></em></p>
<p>
<p><img class="mt-image-right" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 20px 20px; WIDTH: 197px; HEIGHT: 246px" height="2592" alt="DSC00868.JPG" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC00868.JPG" width="1800" />De recurso criativo a motivo de encantamento. </p>
<p>A poesia sobrevive à evolução do mundo com toda a graça, ritmo e sentimento.</p>
<p></p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/poesia-nos-reclames.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Olhares</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia na Publicidade</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">intertextualidade</category>
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">publicidade</category>
            
            <pubDate>Sun, 30 Mar 2008 14:09:00 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Composição</title>
            <description><![CDATA[<p>O que não existe sozinho? <br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-right" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 20px 20px; WIDTH: 187px; HEIGHT: 115px" height="424" alt="piano_menor.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/piano_menor.jpg" width="567" /></span>Nuvem sem céu.<br />Riacho sem água. <br /><strong>Poema sem ritmo. </strong></p>
<p>Parece que todo poema tem uma espécie de&nbsp;melodia que dê aos ouvidos outro sentido que as palavras sejam incapazes de entregar sozinhas. </p>
<p>Essa melodia não precisa ser sempre harmônica. Pode ser rígida e cadenciada, como um bom poema de <a href="http://www.releituras.com/joaocabral_bio.asp">Cabral</a> ou fluente como águas que não voltam, no melhor estilo <a href="http://www.releituras.com/cmeireles_bio.asp">Cecília</a>:</p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p><em><font style="FONT-SIZE: 0.8em">Nunca eu tivera querido<br />dizer palavra tão louca:<br />bateu-me o vento na boca,<br />e depois no teu ouvido.<br />Levou somente a palavra,<br />deixou ficar o sentido. </font></em></p></blockquote>
<p dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">As palavras, matéria-prima do texto, são o que rege a sinfonia. Por vezes, apenas a <strong>repetição</strong> (seja de palavras inteiras, consoantes ou fonemas), já causa efeito, quase vento:</p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px"><font style="FONT-SIZE: 0.8em"><strong><em>Ritmo&nbsp;<br /></em></strong>[<a href="http://www.releituras.com/mquintana_bio.asp">Mário Quintana</a>]<br /><em>&nbsp;<br />Na porta <br />a varredeira varre o cisco<br />varre o cisco<br />varre o cisco<br />&nbsp;<br />Na pia<br />a menininha escova os dentes<br />escova os dentes<br />escova os dentes</em></font></p></blockquote>
<p dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">Musicalidade não faltará caso a rima apareça, com sua graça, em um poema. A <strong>rima</strong> não deixa de ser uma repetição, que se concentra na última sílaba. Ela vive neste trecho de <a href="http://www.geocities.com/tampo_8/poesia/gullar-traduzir-se.html">Traduzir-se</a>, de <a href="http://portalliteral.terra.com.br/ferreira_gullar/">Ferreira Gullar</a>: </p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px"><font style="FONT-SIZE: 0.8em"><em>Uma parte de mim<br />é todo mundo:<br />outra parte é ninguém:<br />fundo sem fundo.&nbsp; </em></font></p>
<p dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px"><font style="FONT-SIZE: 0.8em"><em>Uma parte de mim<br />é multidão:<br />outra parte estranheza<br />e solidão.&nbsp; </em></font></p></blockquote>
<p dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">Há ainda a chamada <strong>métrica</strong>, um jeito de contar as sílabas do poema e montá-lo em uma mesma estrutura de versos e estrofes. É igual a um quebra-cabeça de notas musicais. <a href="http://www.viniciusdemoraes.com.br/">Vinícius</a> fazia isso em músicas e sonetos, como o de <a href="http://letras.terra.com.br/vinicius-de-moraes/86479/">Separação</a>:</p>
<blockquote dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">
<p dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px"><em><font style="FONT-SIZE: 0.8em">De repente do riso fez-se o pranto <br />Silencioso e branco como a bruma <br />E das bocas unidas fez-se a espuma <br />E das mãos espalmadas fez-se o espanto. </font></em></p></blockquote>
<p dir="ltr" style="MARGIN-RIGHT: 0px">O que não podemos esquecer é que existe sim um ritmo inerente ao poema. Mas há o ritmo do leitor. Pode ser o de sua voz, de seu pensamento, o da sua compreensão. <strong>É como se cada leitor pudesse recompor o poema dentro de si</strong>. <em></p></em>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/o-que-nao-existe-sozinho.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Ritmo</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">métrica</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">melodia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">poesia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">ritmo</category>
            
            <pubDate>Sun, 23 Mar 2008 17:41:20 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Tudo é uma questão de olhar</title>
            <description><![CDATA[<p>A velha história do copo meio cheio ou meio vazio retrata bem esta idéia. Não adianta subir em uma árvore, deitar-se no chão ou virar de cabeça pra baixo, se o seu jeito de olhar o mundo continuar o mesmo. <a href="http://www.releituras.com/mbandeira_bio.asp">Manuel Bandeira</a> já dizia: "aprendi com meu filho de 10 anos que poesia é a descoberta das coisas que eu nunca vi". "As coisas que nunca vi" podem ser bem comuns e fazerem parte do cotidiano, mas, de alguma forma, nunca foram <strong>percebidas</strong>.</p>
<p>Volta e meia, quando falo com alunos sobre poesia, eles me perguntam de onde vem a inspiração. Respondo: Do mundo, oras. E digo mais: todo tema pode dar um bom poema. O que faz a diferença é esse "olhar".&nbsp; </p>
<p>Há uma cena do filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0097165/">Sociedade dos Poetas Mortos</a> (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=2EdWgsTUhmI&amp;feature=related">clique aqui</a> e assista) que retrata muito bem essa noção. Mais do que entender que poesia&nbsp;são outras formas de ver o mundo, é preciso ter uma espécie de liberdade (desprender-se dos aparentes limites mesmo) para conseguir olhar adiante. Lembra daquele papo de que <a href="http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/voa-liberdade.html">liberdade é uma criança</a>? Aí está. <br /></p>
<p>Você já descobriu algo hoje? Tente olhar ao redor com mais atenção que, com certeza, você vai reparar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Ignorando as fronteiras do tempo e espaço, a poesia é um meio incomparável de compreensão intercultural.</em> Este é um trecho do blog de <strong>Andréa Motta</strong>, sobre o Dia Mundial da Poesia (hoje!). Vale a pena conferir <a href="http://www.cafeerevista.com.br/blog.php?id=150">aqui</a>.</p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/tudo-e-uma-questao-de-olhar.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Olhares</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">descobertas</category>
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">poesia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Sociedade dos Poetas Mortos</category>
            
            <pubDate>Fri, 21 Mar 2008 17:48:09 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Voa liberdade</title>
            <description><![CDATA[<p>
<p><img class="mt-image-left" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 20px 20px 0px; WIDTH: 143px; HEIGHT: 154px" height="407" alt="caminho_pb_03.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/caminho_pb_03.jpg" width="340" />Todo poeta já <a href="http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/manifestandose.html">tentou definir a liberdade</a>. Mais do que defini-la, tentou e tenta conjugá-la no tempo presente, algo tão próximo ao que se chama de vida. </p>
<p>A liberdade é uma criança. Dessas que saem correndo pela grama, sem se preocuparem se faz chuva ou sol. Para essas, qualquer perigo é tão somente uma bolha-de-sabão e o medo é quase invisível - multicor. </p>
<p>É o olhar de curiosidade que estende a mão à liberdade, o olhar sem limites, o olhar sem fôrmas ou moldes. Não é o saber tudo, pois isso é impossível. É o estar à beira do precipício, mas nem assim deixar de olhar para a imensidão. É dar o primeiro passo sem ter onde se apoiar.</p>
<p>O pensador indiano <a href="http://n.wikipedia.org/wiki/Jiddu_Krishnamurti">Jiddhu Krishnamurti </a>(quem não conhece sua obra, pode saber um pouco mais na penúltima edição de <a href="http://vidasimples.abril.uol.com.br/edicoes/064/grandes_temas/conteudo_269910.shtml">Vida Simples</a>) dizia que liberdade é ser o que você é. Para clichê, não? Não, nada tão direto e homogêneo. Complicado, talvez porque uma porção de forças atue sobre nós, como se tentasse nos roubar a liberdade - aquilo que lá no fundo, bem no fundo, queremos tanto ser (livres!). A sociedade, um pai que vive dizendo o que você deve fazer, uma tia com conselhos furados, sua personalidade indecisa. </p>
<p>É nessa hora que tudo o que você precisa é observar o mundo e olhar para si mesmo.&nbsp; Como uma criança. Sem preconceitos, sem moralismo: encare mesmo.</p>
<p></p>
<p><font style="FONT-SIZE: 0.8em"><em>[Ao longo da nossa infância, nós perdemos a capacidade de nos admirarmos com as coisas do mundo. Mas com isto perdemos uma coisa essencial - algo de que os filósofos querem nos lembrar. Pois em algum lugar dentro de nós, alguma coisa nos diz que a vida é um grande enigma. E já experimentamos isto muito antes de aprendermos a pensar. - <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Mundo_de_Sofia">Mundo de Sofia - Jostein Gaarder</a>]</em></font></p>
<p>Quem sabe você consiga arrumar as saletas internas, organizar os sonhos e descobrir uma essência tão sua e tão indescritível. </p>
<p><font style="FONT-SIZE: 0.8em"><em>[... Liberdade, essa palavra/que o sonho humano alimenta/que não há ninguém que explique/e ninguém que não entenda... - <a href="http://www.releituras.com/cmeireles_bio.asp">Cecília Meirelles </a>-Romanceiro da Inconfidência]</em></font></p>
<p><font style="FONT-SIZE: 0.8em"><font style="FONT-SIZE: 1.25em">Não é fácil. Como todo o poeta, a gente está sempre entre ser livre e prender-se às eternas coisas do mundo. Procurar a liberdade é sua função poética: <a href="http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/um-pouco-de-teoria-nao-faz-mal.html">espelho do mundo e espelho de si mesmo</a>. </font></font></p>
<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-right" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 20px 20px; WIDTH: 151px; HEIGHT: 160px" height="434" alt="caminho_pb_04.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/caminho_pb_04.jpg" width="393" /></span>Tudo é uma questão de escolha. O que não dá é deixar a escolha sufocar a gente mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ENSAIO SOBRE A LIBERDADE<br /></strong>[por <u><a href="http://www.rosanemartins.com/">Rosane Magali Martins</a></u>]</p>
<p>Quisera eu libertar-lhe os grilhões,<br />Curar-lhe os ferimentos do viver<br />Para que em liberdade, ousasses voar.<br />&nbsp;<br />Mas que posso eu, trancafiada em mim?<br />Como aprisionada, invento a liberdade<br />Para que em meu descanso, possa um só querer.<br />&nbsp;<br />Quisera eu saciar-nos os desejos contidos<br />Perdermo-nos em estradas não descobertas<br />Para que quiséssemos apenas ser eu e você<br />&nbsp;<br />Por um momento, ouço sua música<br />Que me embriaga e enleva os sentidos<br />E traduzem viáveis os meus dias de solidão.<br />&nbsp;<br />Falta-me o ar, nas noites,<br />Falta-me o corpo rítmico <br />O meu coração<br />&nbsp;<br />Utópicas tentativas de salvar-nos<br />das prisões edificadas por nós mesmos<br />&nbsp;<br />Sou minotauro, <br />Sou labirinto<br />Sou imperfeição<br />Que me impede de traçar <br />um só ensaio de liberdade. </p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/voa-liberdade.html</link>
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            <pubDate>Tue, 18 Mar 2008 10:27:37 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Manifestando-se</title>
            <description><![CDATA[<p>Aparentemente no mesmo ritmo tranqüilo que seu nome - como uma pausa para o café, para olhar pela janela ou para&nbsp;um súbito&nbsp;pensamento - este blog&nbsp;vem recebendo&nbsp;várias colaborações por email.&nbsp; </p>
<p>Uma delas foi a de <a href="http://maquinadeletras.blogspot.com/">Luciano dos Santos Alves</a>, quase um manifesto pela poesia viva, já publicado <a href="http://maquinadeletras.blogspot.com/2007/04/poesia.html">aqui</a>.</p>
<p><em><strong>Poesia</strong>. Devia ser proibida de ser escrita e assim ficar aprisionada em uma reles folha de papel. Antes de ser eternamente escravizada na celulose deveria ela ser livre no mundo. Nenhum poeta poderia escrever a poesia que não viveu que não sonhou. Ninguém poderia ler uma poesia se não estivesse disposto a completá-la, a dividir com a sua própria existência, sua realidade, sua vida.<br />Quintana dizia que os livros de poesia deviam vir com várias páginas em branco e espaços grandes entre as frases, para que as crianças pudessem desenhar e pintar nas folhas e nos espaços. Eu, porém defendo que não se escrevam mais livros de poesia. Pois os livros são sonhos prontos, emoções fabricadas por alguém que as viveu ou as sonhou. Acabemos com os livros de poesia. E que cada um seja livre para fazer de sua vida um poema um romance ou simplesmente um conto de fadas.</em></p>
<p><em></em>&nbsp;</p>
<p><em></em>&nbsp;</p>
<p>Isso me lembrou um outro manifesto, de <a href="http://www.releituras.com/tmello_menu.asp">Tiago de Mello Neto</a>&nbsp;[escrito em&nbsp;Santiago do Chile, abril de 1964]</p>
<p>Valeu a pena conferir: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=XylbBRdiRdI" [href="http://www.youtube.com/watch?v=XylbBRdiRdI">http://www.youtube.com/watch?v=XylbBRdiRdI</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ESTATUTO DO HOMEM <br /></strong>&nbsp;&nbsp; (Ato Institucional Permanente) <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Carlos Heitor Cony <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Artigo I <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp; Fica decretado que agora vale a verdade. <br />&nbsp;&nbsp; agora vale a vida, <br />&nbsp;&nbsp; e de mãos dadas, <br />&nbsp;&nbsp; marcharemos todos pela vida verdadeira.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; Artigo II <br />&nbsp;&nbsp; Fica decretado que todos os dias da semana, <br />&nbsp;&nbsp; inclusive as terças-feiras mais cinzentas, <br />&nbsp;&nbsp; têm direito a converter-se em manhãs de domingo.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br /></em>&nbsp;&nbsp;<em> Artigo III <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp; Fica decretado que, a partir deste instante, <br />&nbsp;&nbsp; haverá girassóis em todas as janelas, <br />&nbsp;&nbsp; que os girassóis terão direito <br />&nbsp;&nbsp; a abrir-se dentro da sombra; <br />&nbsp;&nbsp; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, <br />&nbsp;&nbsp; abertas para o verde onde cresce a esperança.&nbsp;<br /></em>&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; <em>Artigo IV <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp; Fica decretado que o homem <br />&nbsp;&nbsp; não precisará nunca mais <br />&nbsp;&nbsp; duvidar do homem. <br />&nbsp;&nbsp; Que o homem confiará no homem <br /></em>&nbsp;&nbsp;<em> como a palmeira confia no vento, <br />&nbsp;&nbsp; como o vento confia no ar, <br />&nbsp;&nbsp; como o ar confia no campo azul do céu. <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Parágrafo único: <br /></em>&nbsp; <br /><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O homem, confiará no homem <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; como um menino confia em outro menino.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; Artigo V <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp; Fica decretado que os homens <br />&nbsp;&nbsp; estão livres do jugo da mentira. <br />&nbsp;&nbsp; Nunca mais será preciso usar <br />&nbsp;&nbsp; a couraça do silêncio <br />&nbsp;&nbsp; nem a armadura de palavras. <br />&nbsp;&nbsp; O homem se sentará à mesa <br />&nbsp;&nbsp; com seu olhar limpo <br />&nbsp;&nbsp; porque a verdade passará a ser servida <br />&nbsp;&nbsp; antes da sobremesa.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; Artigo VI <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp; Fica estabelecida, durante dez séculos, <br />&nbsp;&nbsp; a prática sonhada pelo profeta Isaías, <br />&nbsp;&nbsp; e o lobo e o cordeiro pastarão juntos <br />&nbsp;&nbsp; e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;Artigo VII&nbsp;</em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp; Por decreto irrevogável fica estabelecido <br />&nbsp;&nbsp; o reinado permanente da justiça e da claridade, <br />&nbsp;&nbsp; e a alegria será uma bandeira generosa <br />&nbsp;&nbsp; para sempre desfraldada na alma do povo.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; Artigo VIII <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp; Fica decretado que a maior dor <br />&nbsp;&nbsp; sempre foi e será sempre <br />&nbsp;&nbsp; não poder dar-se amor a quem se ama <br />&nbsp;&nbsp; e saber que é a água <br />&nbsp;&nbsp; que dá à planta o milagre da flor.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; Artigo IX&nbsp;</em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp; Fica permitido que o pão de cada dia <br />&nbsp;&nbsp; tenha no homem o sinal de seu suor. <br />&nbsp;&nbsp; Mas que sobretudo tenha <br />&nbsp;&nbsp; sempre o quente sabor da ternura.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; Artigo X&nbsp;</em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp; Fica permitido a qualquer pessoa, <br />&nbsp;&nbsp; qualquer hora da vida, <br />&nbsp;&nbsp; o uso do traje branco.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; Artigo XI&nbsp;</em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp; Fica decretado, por definição, <br />&nbsp;&nbsp; que o homem é um animal que ama <br />&nbsp;&nbsp; e que por isso é belo, <br />&nbsp;&nbsp; muito mais belo que a estrela da manhã.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; Artigo XII <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp; Decreta-se que nada será obrigado <br />&nbsp;&nbsp; nem proibido, <br />&nbsp;&nbsp; tudo será permitido, <br />&nbsp;&nbsp; inclusive brincar com os rinocerontes <br />&nbsp;&nbsp; e caminhar pelas tardes <br />&nbsp;&nbsp; com uma imensa begônia na lapela. <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Parágrafo único: <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Só uma coisa fica proibida: <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; amar sem amor. <br /></em><strong>&nbsp; <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp; </strong><em>Artigo XIII <br />&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp; Fica decretado que o dinheiro <br />&nbsp;&nbsp; não poderá nunca mais comprar <br />&nbsp;&nbsp; o sol das manhãs vindouras. <br />&nbsp;&nbsp; Expulso do grande baú do medo, <br />&nbsp;&nbsp; o dinheiro se transformará em uma espada fraternal <br />&nbsp;&nbsp; para defender o direito de cantar <br />&nbsp;&nbsp; e a festa do dia que chegou.&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp;<br />&nbsp;&nbsp; Artigo Final</em></p>
<p><em>&nbsp;&nbsp; Fica proibido o uso da palavra liberdade, <br />&nbsp;&nbsp; a qual será suprimida dos dicionários <br />&nbsp;&nbsp; e do pântano enganoso das bocas. <br />&nbsp;&nbsp; A partir deste instante <br />&nbsp;&nbsp; a liberdade será algo vivo e transparente <br />&nbsp;&nbsp; como um fogo ou um rio, <br />&nbsp;&nbsp; e a sua morada será sempre <br />&nbsp;&nbsp; o coração do homem.</em></p>]]></description>
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            <pubDate>Sun, 16 Mar 2008 23:27:34 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Palavras do agora</title>
            <description><![CDATA[<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-left" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 20px 20px 0px; WIDTH: 116px; HEIGHT: 159px" height="468" alt="flor do vento.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/flor%20do%20vento.jpg" width="311" /></span>Um pássaro brincando numa poça d'água. Um gato espreguiçando-se no telhado. Um raio de sol agraciando a flor na manhã. <strong>Instantes que passam despercebidos pelo dia-a-dia</strong>, mas que, quando observados, despertam em nós uma vontade de registrá-los de forma mais definitiva do que na frágil memória das retinas.</p>
<p>Um das maneiras mais típicas de fotografar uma imagem, quando se pretende usar as palavras, é o <strong>haicai</strong>. De origem oriental, o haicai é muito mais que uma manifestação textual, é uma espécie de meditação que faz nossa atenção se voltar para a percepção do presente e nada além. Se na meditação tradicional, a atenção está focada na respiração, no haicai ela se volta (quase sempre) para a natureza. Um exercício que acaba por nos despertar para os pequenos encantos da vida e para momentos de rara e simples beleza, como neste exemplo de José Neres Reis:</p>
<p><em>Clara luz da lua<br />dança nas poças d'água<br />com o vento suave.</em></p>
<p>Enquanto a forma desses micropoemas é composta por 17 sílabas métricas, divididas em 3 versos (versos são as linhas do poema), o conteúdo está sempre relacionado a algo físico marcado pelo momento presente, transmitindo uma noção de efemeridade. O haicai, também chamado de haiku (em japonês), é despido de sentimentalismos e emoções. Traja unicamente a expressão sensória do momento, retratando uma experiência.&nbsp;</p>
<p>Na tradição japonesa, os haicais devem expressar a transitoriedade da vida, expressão que é evidenciada através do uso de termos referentes às estações do ano, os chamados kigos. Escrito por <a href="http://agualento-isneldaweise.blogspot.com/">Isnelda Weise</a>, o haicai a seguir revela elementos que nos transportam à primavera:</p>
<p><em>belas borboletas<br />de jardim em jardim pousam<br />sobre a flor: poema</em></p>
<p>A tradição de retratar as belezas das estações do ano a partir dos haicais iniciou-se com <a href="http://www.sumauma.net/haikumasters/basho/basho-bio.html">Matsuo Bashô</a> (1644-1696), guerreiro samurai que abandonou tudo para cair na estrada e viver o presente (um verdadeiro presente a sua própria alma). Para Bashô, fazer haicais era quase como respirar, um estilo de vida baseado na forma inspiradora de contemplar a natureza. </p>
<p>No Brasil, o haicai também possui admiradores e criadores ávidos, com manifestações que vão desde as formas tradicionais às contemporâneas, que não seguem a métrica e ampliam as possibilidades temáticas, como neste exemplo de <a href="http://www2.uol.com.br/millor/">Millor Fernandes</a>:</p>
<p><em>Na poça da rua <br />O vira-lata <br />Lambe a Lua.</em></p>
<p>O haicai é exatamente assim, retrata a&nbsp;exatidão do momento.</p>]]></description>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Haicai</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">haicai</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">natureza</category>
            
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            <pubDate>Sun, 16 Mar 2008 18:56:17 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Preciosidades</title>
            <description><![CDATA[<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline">&nbsp;</span>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-left" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 20px 20px 0px; WIDTH: 204px; HEIGHT: 149px" height="1944" alt="" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC00780.jpg" width="2592" /></span>Você já deve ter percebido que as coisas mais preciosas da vida não podem ser simplesmente contabilizadas em números ou mensuradas em resultados.</p>
<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline">&nbsp;</span>No lançamento de <a href="http://pausaparapoesia.com.br/a-reliquia.html">Relicário</a>, que aconteceu na última quinta-feira, tive a certeza de que certas conquistas só valem à pena, quando compartilhadas com quem a gente mais gosta.</p>
<p>É inevitável não agradecer à <a href="http://fcblu.com.br/">Fundação Cultural de Blumenau</a>, através do Fundo Municipal de Cultural, que viabilizou o projeto. </p>
<p>Ao <a href="http://www.neumarkt.com.br/">Shopping Neumarkt</a>, especialmente ao Departamento de Marketing, que permitiu e apoiou a exposição <a href="http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/gira-vento-gira-gira.html">CataVersos</a>.</p>
<p>A todos os amigos que estiveram presentes (faço questão de citar nomes): Amanda e Bruno, Silvonete e família, Lisa, Mário, Thaís, Clagisa, Daniela, Fernando, <a href="http://escolabarao.com.br/">Professora Apolônia</a>, <a href="http://socontroversias.blogspot.com/">Carol</a>&nbsp;e sua querida mãe. Ao pessoal da <a href="http://www.modus-org.com/">Modus;Org </a>(DJ, Otávio, Vanessa, Bruno, André e Carol), escritores, artistas e conhecidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="DISPLAY: inline"><img class="mt-image-right" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 20px 20px; WIDTH: 202px; HEIGHT: 147px" height="709" alt="DSC00792.jpg" src="http://pausaparapoesia.com.br/DSC00792.jpg" width="945" /></span>Aos que não estiveram presentes, mas enviaram palavras de apoio e incentivo, em especial: <a href="http://www.desabrochar.com.br/">Grace</a>, Muri e Professor Chivanga.</p>
<p>De tudo, fica a certeza de que a vida compartilhada com pessoas queridas&nbsp;é&nbsp;muito mais repleta de poesia.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agradecimentos a todos os meios de comunicação que divulgaram o evento: <a href="http://http://www.clicrbs.com.br/jornais/jsc/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;edition=9421&amp;template=&amp;start=1&amp;section=Lazer&amp;source=Busca%2Ca1786990.xml&amp;channel=31&amp;id=0&amp;titanterior=&amp;content=&amp;menu=59&amp;themeid=&amp;sectionid=&amp;suppid=&amp;fromdate=&amp;todate=&amp;modovisual=">Santa</a>, <a href="http://http://www.folhadeblumenau.com.br/novosite/secaoed.php?catmat=noticias&amp;secao=Folhetim&amp;secaoed=150">Folha de Blumenau</a>, <a href="http://clicrbs.com.br">RBS TV</a>, <a href="http://www.rfc.com.br/cbn/">Rádio CBN</a>, Jornal Expressão, <a href="http://www.tudocom.com.br/ci_tudocom/noticia/titulo/publicitaria-de-blumenau-lanca-livro">TudoCom</a>, <a href="http://www.portaldapropaganda.com/busca">Portal da Propaganda</a>, <a href="http://www.acontecendoaqui.com.br/index.asp?dep=2&amp;colunista=0&amp;pg=11912">AcontecendoAqui</a> e Revista Tendenzen.&nbsp;&nbsp;</p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/preciosidades.html</link>
            <guid>http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/preciosidades.html</guid>
            
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Relicário</category>
            
            <pubDate>Sat, 15 Mar 2008 18:38:52 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Jornada Poética</title>
            <description><![CDATA[<p>Dizem que a arte deve ir onde o povo está. Foi por isso que a Sociedade Escritores de Blumenau resolveu, em pleno <a href="http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-nacional-poesia.htm">Dia Nacional da Poes</a>ia (leia-se hoje!), tornar essa manifestação artística algo pulsante em diversos pontos de Blumenau. <br />Às sete horas da manhã, alguns poetas reuniram-se na Praça da Poesia, próxima à prefeitura municipal para declamar ver versos de <a href="http://www.lindolfbell.com.br/">Lindolf Bell </a>e <a href="http://www.releituras.com/cmeireles_bio.asp">Cecília Meirelles</a>, com o Rio Itajaí de pano de fundo.<br />Muitos outros poemas, de diversos autores brasileiros e internacionais, serão declamados até o fim das 12 horas de poesia. </p>
<p>Confira abaixo o etinerário do recital.</p>
<p><strong>Recital 12 horas de Poesia </strong></p>
<p><br /><strong>Promoção da Sociedade Escritores de Blumenau<br />Apoio da&nbsp;Fundação Cultural de Blumenau</strong></p>
<p>07:00h - Praça da Poesia <br />08:00h - Garrafas Poéticas na Ponte de Ferro <br />09:00h - FURB - Campus 1<br />10:00h - EBM Machado de Assis e Rádio Nereu <br />11:00h - Escadaria da Matriz <br />12:00h - Jornal do Almoço RBS&nbsp; <br />12:00h - Expresso <br />13:00h - Refeitório da Empresa Brandes Engenharia <br />14:00h - Jardim das Artes (Kuntsgarten) <br />15:00h - Rádio Nereu <br />16:00h - Escola&nbsp; <br />17:00h - Biblioteca Fritz Müller <br />17:30h - Bosque Fundação Cultural de Blumenau&nbsp; <br />18:00h - Terminal de ônibus<br />19:00h - Sarau na Fundação Cultural de Blumenau<br />19:30h - Auditório Edith Gaertner - Palestra "POESIA - A TERAPIA DOS ESCOLHIIDOS "- Joaquim Monks <br />20:00h - TV Galega - Programa Arte e Cultura - Ivo Hadlich - Eliomar Russi</p>
<p>E você pode contribuir, encontrando-se com o grupo em alguma das paradas e levando os seus versos, o seu espírito e a sua voz. <br /><strong>É sua chance de dar uma pausa para a poesia.</strong></p>
<p>Cobertura completa do evento <a href="http://seb-sociedadeescritoresblumenau.blogspot.com/">aqui</a>.<br /></p>]]></description>
            <link>http://pausaparapoesia.com.br/2008/03/jornada-poetica.html</link>
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                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Colaborações</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Poesia de cada dia</category>
            
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">poesia</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">recitar</category>
            
                <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#tag">Sociedade Escritores de Blumenau</category>
            
            <pubDate>Fri, 14 Mar 2008 10:38:51 -0300</pubDate>
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    </channel>
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