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Relicário Archive
Colorido poético na Olimpíada do Conhecimento
- junho 8, 2008 6:04 PM
- Poesia de cada dia | Relicário
Quem visitar a Olimpíada do Conhecimento, que acontece entre os dias 10 e 15 de junho na Vila Germânica (Blumenau), pode conferir a segunda edição da exposição CataVersos - cata-ventos coloridos com poemas, espalhados pelas floreiras do evento. Lembra? Já falamos dela por aqui.
Os cerca de 4 mil cata-ventos foram produzidos artesanalmente, com madeira de reflorestamento e papel reciclado, todos contendo textos do livro Relicário.
A Olimpíada do Conhecimento é considerado o maior evento educacional das Américas, envolvendo estudantes de cursos técnicos de todo o Brasil. O objetivo é promover o intercâmbio de conhecimentos entre empresas, profissionais e competidores.
Além disso, o evento abre espaço para a cultura, incluindo em sua programação ações como a Exposição CataVersos. Os visitantes podem não apenas interagir com os cata-ventos, como também levá-los para casa. Uma lembrança poética do evento.
A estimativa é que passem 35 mil pessoas na Vila Germânica no período, entre elas, autoridades estaduais e nacionais.
Agora, cá entre nós, deu o maior trabalho fazer 4 mil cata-ventos só pra levar um pouco de poesia a este tamanho evento.
Um obrigada especial a Luiza do Senai.
Ao seu Adalberto, vizinho que ajudou no transporte.
E à família - papai e mamãe - que ajudaram com total dedicação nesta realização.
Confira abaixo os melhores momentos da produção.
Papai fazendo os cabos dos cata-ventos.

Na montagem

Eu, guardando.

Na sala de casa, quando ainda estava "vazio".
No transporte

4 mil cata-ventos prontos, no galpão.
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Voa liberdade
- março 18, 2008 10:27 AM
- Poesia de cada dia | Relicário
Todo poeta já tentou definir a liberdade. Mais do que defini-la, tentou e tenta conjugá-la no tempo presente, algo tão próximo ao que se chama de vida.
A liberdade é uma criança. Dessas que saem correndo pela grama, sem se preocuparem se faz chuva ou sol. Para essas, qualquer perigo é tão somente uma bolha-de-sabão e o medo é quase invisível - multicor.
É o olhar de curiosidade que estende a mão à liberdade, o olhar sem limites, o olhar sem fôrmas ou moldes. Não é o saber tudo, pois isso é impossível. É o estar à beira do precipício, mas nem assim deixar de olhar para a imensidão. É dar o primeiro passo sem ter onde se apoiar.
O pensador indiano Jiddhu Krishnamurti (quem não conhece sua obra, pode saber um pouco mais na penúltima edição de Vida Simples) dizia que liberdade é ser o que você é. Para clichê, não? Não, nada tão direto e homogêneo. Complicado, talvez porque uma porção de forças atue sobre nós, como se tentasse nos roubar a liberdade - aquilo que lá no fundo, bem no fundo, queremos tanto ser (livres!). A sociedade, um pai que vive dizendo o que você deve fazer, uma tia com conselhos furados, sua personalidade indecisa.
É nessa hora que tudo o que você precisa é observar o mundo e olhar para si mesmo. Como uma criança. Sem preconceitos, sem moralismo: encare mesmo.
[Ao longo da nossa infância, nós perdemos a capacidade de nos admirarmos com as coisas do mundo. Mas com isto perdemos uma coisa essencial - algo de que os filósofos querem nos lembrar. Pois em algum lugar dentro de nós, alguma coisa nos diz que a vida é um grande enigma. E já experimentamos isto muito antes de aprendermos a pensar. - Mundo de Sofia - Jostein Gaarder]
Quem sabe você consiga arrumar as saletas internas, organizar os sonhos e descobrir uma essência tão sua e tão indescritível.
[... Liberdade, essa palavra/que o sonho humano alimenta/que não há ninguém que explique/e ninguém que não entenda... - Cecília Meirelles -Romanceiro da Inconfidência]
Não é fácil. Como todo o poeta, a gente está sempre entre ser livre e prender-se às eternas coisas do mundo. Procurar a liberdade é sua função poética: espelho do mundo e espelho de si mesmo.
Tudo é uma questão de escolha. O que não dá é deixar a escolha sufocar a gente mesmo.
ENSAIO SOBRE A LIBERDADE
[por Rosane Magali Martins]
Quisera eu libertar-lhe os grilhões,
Curar-lhe os ferimentos do viver
Para que em liberdade, ousasses voar.
Mas que posso eu, trancafiada em mim?
Como aprisionada, invento a liberdade
Para que em meu descanso, possa um só querer.
Quisera eu saciar-nos os desejos contidos
Perdermo-nos em estradas não descobertas
Para que quiséssemos apenas ser eu e você
Por um momento, ouço sua música
Que me embriaga e enleva os sentidos
E traduzem viáveis os meus dias de solidão.
Falta-me o ar, nas noites,
Falta-me o corpo rítmico
O meu coração
Utópicas tentativas de salvar-nos
das prisões edificadas por nós mesmos
Sou minotauro,
Sou labirinto
Sou imperfeição
Que me impede de traçar
um só ensaio de liberdade.
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Preciosidades
- março 15, 2008 6:38 PM
- Relicário
Você já deve ter percebido que as coisas mais preciosas da vida não podem ser simplesmente contabilizadas em números ou mensuradas em resultados.
No lançamento de Relicário, que aconteceu na última quinta-feira, tive a certeza de que certas conquistas só valem à pena, quando compartilhadas com quem a gente mais gosta.
É inevitável não agradecer à Fundação Cultural de Blumenau, através do Fundo Municipal de Cultural, que viabilizou o projeto.
Ao Shopping Neumarkt, especialmente ao Departamento de Marketing, que permitiu e apoiou a exposição CataVersos.
A todos os amigos que estiveram presentes (faço questão de citar nomes): Amanda e Bruno, Silvonete e família, Lisa, Mário, Thaís, Clagisa, Daniela, Fernando, Professora Apolônia, Carol e sua querida mãe. Ao pessoal da Modus;Org (DJ, Otávio, Vanessa, Bruno, André e Carol), escritores, artistas e conhecidos.
Aos que não estiveram presentes, mas enviaram palavras de apoio e incentivo, em especial: Grace, Muri e Professor Chivanga.
De tudo, fica a certeza de que a vida compartilhada com pessoas queridas é muito mais repleta de poesia.
Agradecimentos a todos os meios de comunicação que divulgaram o evento: Santa, Folha de Blumenau, RBS TV, Rádio CBN, Jornal Expressão, TudoCom, Portal da Propaganda, AcontecendoAqui e Revista Tendenzen.
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É hora(!)
- março 12, 2008 10:57 PM
- Relicário
Um convite ao olhar inteiro.
Assim é Relicário, livro que será lançado nesta quinta-feira (13 de março) à noite, na Fundaç
ão Cultural de Blumenau - SC.
Com vários poemas e algumas crônicas, Relicário fala das pequenas preciosidades da vida. Um momento, uma paisagem, uma emoção. Tudo o que vale à pena de verdade e passa despercebido.
Quem estiver por perto está convidado a passar na Fundação e conferir. Haverá ainda outras apresentações culturais e exposições.
Quem não puder estar presente, pode aproveitar a poesia deste instante mesmo assim, como diz os versos de Drummond.
Gastei uma hora
pensando um verso
que a pena não quer escrever
no entanto, ele está cá dentro
inquieto, vivo
ele está cá dentro e não quer sair
mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira
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