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Poesia no Folclore Archive
Varal do Folclore
- abril 6, 2008 6:09 PM
- Poesia de cada dia | Poesia no Folclore
Retrato de um povo, o folclore brasileiro está cheinho de poesia. Um grande relicário formado por causos, costumes e brincadeiras. Sobrevivente graças à cultura popular, o folclore revela crendices e superstições do jeito mais espontâneo que poderia haver.
Tem coisa que parece brincadeira de criança pra pegar bobo, como os trava-línguas, por exemplo.
Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.
Vixi, esses versos vêm cheios de figuras de linguagem, que prezam pela sonoridade. Repetição de consoantes ou vogais é típica.
Parecidas com as cirandas são as quadras, estrofes com quatro versos que tem na rima uma grande aliada. Veja só duas quadras pesquisadas por Ricardo Azevedo:
Dois beijos tenho na boca
Que jamais esquecerei
O primeiro que me deste
O primeiro que te deiSubi na serra do fogo
Com sapato de algodão
O sapato pegou fogo
E eu voltei de pé no chão
Também não faltam cantigas que completam nosso folclore. Como a música vai passando de voz em voz, cada um vai inventado sua própria versão, mudando um pouquinho a letra.
Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe
Na vazante da maré.
Aposto que você também se lembra de diversas manifestações do folclore presentes na sua infância, nas palavras dos mais velhos, no dia-a-dia. Diga aí o que você lembra, vai.
E pra acabar, fica uma charada popular:
o que é que bate bate
pode se abrir ou fechar
vive assim no vai-e-vem
sem nunca sair do lugar?
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