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Varal do Folclore

Retrato de um povo, o folclore brasileiro está cheinho de poesia. Um grande relicário formado por causos, costumes e brincadeiras. Sobrevivente graças à cultura popular, o folclore revela crendices e superstições do jeito mais espontâneo que poderia haver.

Tem coisa que parece brincadeira de criança pra pegar bobo, como os trava-línguas, por exemplo.

Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.

Vixi, esses versos vêm cheios de figuras de linguagem, que prezam pela sonoridade. Repetição de consoantes ou vogais é típica.

Parecidas com as cirandas são as quadras, estrofes com quatro versos que tem na rima uma grande aliada. Veja só duas quadras pesquisadas por Ricardo Azevedo:

Dois beijos tenho na boca
Que jamais esquecerei
O primeiro que me deste
O primeiro que te dei

 Subi na serra do fogo
 Com sapato de algodão
 O sapato pegou fogo
 E eu voltei de pé no chão

Também não faltam cantigas que completam nosso folclore. Como a música vai passando de voz em voz, cada um vai inventado sua própria versão, mudando um pouquinho a letra.

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe
Na vazante da maré.

Aposto que você também se lembra de diversas manifestações do folclore presentes na sua infância, nas palavras dos mais velhos, no dia-a-dia. Diga aí o que você lembra, vai.
E pra acabar, fica uma charada popular:

o que é que bate bate
pode se abrir ou fechar
vive assim no vai-e-vem
sem nunca sair do lugar?

Comentários:1

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Suzana Mafra abril 6, 2008 10:33 PM

Oi, Lorreine

Bom te encontrar aqui. Adorei o blog (o que vi, voltarei para mais). Sim, a poesia está muito mais presente do que supomos, desde crianças, o que faltou, talvez, foi alguém nos apontar que lá havia poesia, assim como nos textos publicitários. Já fiz alguns textos para publicidade e, de certa forma, me agradou saber dos outros que fizeram antes de mim.

Vou linkar teu blog no meu.

Obrigada pela visita ao Borboletras, volte sempre que a vontade bater asas.

Abraço!

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