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abril 2008 Archive
Participação
- abril 14, 2008 10:46 PM
- Poesia de cada dia
Um pouco de poesia na praça, em pleno domingo. Família passeiam, um mágico mostra seus truques e as crianças descobrem novos mundos.
Esse foi o cenário da Feira do Livro de Joinville, que aconteceu até ontem, pertinho da Avenida dos Príncipes.

Um agradecimento especial ao pessoal de Joinville, que me recebeu muito bem e deixou o domingo um pouco mais ensolarado de palavras.
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Poesia: a revolução de dentro
- abril 12, 2008 2:20 PM
- Colaborações | Poesia de cada dia
De vez em quando, você encontra um texto com o qual é quase impossível não se identificar. Foi assim que descobri na crônica "A revolução da delicadeza", do escritor joinvillense Rubens da Cunha, uma verdadeira pausa para a poesia - em plena prosa. O trecho foi publicado no Jornal A Notícia e tirado do livro Aço e Nada, que tive o privilégio de ler.
Experimente não crescer por algumas horas do dia. Jogue sobre seu sorriso um pouco de infância: doces de chocolate, bolas-de-gude, pandorga; retire de seu peito a responsabilidade e brinque de boneca, carrinho, casinha e pique-esconde. Primeiro te chamarão de irresponsável, depois de vadio, por fim de louco. Isso tudo porque você deteve-se na infância durante três horas numa segunda-feira. Faça isso mais vezes por mais tempo em dias úteis. É praticamente uma tarefa impossível. É bem mais fácil matar alguém toda manhã do que descrescer.
Inevitável não pensar como seria bom se cada um se desse essa chance: voltar a ser um pouco criança. Viver mais livre e com menos preocupações.
Poesia também serve para repensar a vida. A gente só precisa tentar.
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Varal do Folclore
- abril 6, 2008 6:09 PM
- Poesia de cada dia | Poesia no Folclore
Retrato de um povo, o folclore brasileiro está cheinho de poesia. Um grande relicário formado por causos, costumes e brincadeiras. Sobrevivente graças à cultura popular, o folclore revela crendices e superstições do jeito mais espontâneo que poderia haver.
Tem coisa que parece brincadeira de criança pra pegar bobo, como os trava-línguas, por exemplo.
Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.
Vixi, esses versos vêm cheios de figuras de linguagem, que prezam pela sonoridade. Repetição de consoantes ou vogais é típica.
Parecidas com as cirandas são as quadras, estrofes com quatro versos que tem na rima uma grande aliada. Veja só duas quadras pesquisadas por Ricardo Azevedo:
Dois beijos tenho na boca
Que jamais esquecerei
O primeiro que me deste
O primeiro que te deiSubi na serra do fogo
Com sapato de algodão
O sapato pegou fogo
E eu voltei de pé no chão
Também não faltam cantigas que completam nosso folclore. Como a música vai passando de voz em voz, cada um vai inventado sua própria versão, mudando um pouquinho a letra.
Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe
Na vazante da maré.
Aposto que você também se lembra de diversas manifestações do folclore presentes na sua infância, nas palavras dos mais velhos, no dia-a-dia. Diga aí o que você lembra, vai.
E pra acabar, fica uma charada popular:
o que é que bate bate
pode se abrir ou fechar
vive assim no vai-e-vem
sem nunca sair do lugar?
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