- março 21, 2008 5:48 PM
- Olhares | Poesia de cada dia
A velha história do copo meio cheio ou meio vazio retrata bem esta idéia. Não adianta subir em uma árvore, deitar-se no chão ou virar de cabeça pra baixo, se o seu jeito de olhar o mundo continuar o mesmo. Manuel Bandeira já dizia: "aprendi com meu filho de 10 anos que poesia é a descoberta das coisas que eu nunca vi". "As coisas que nunca vi" podem ser bem comuns e fazerem parte do cotidiano, mas, de alguma forma, nunca foram percebidas.
Volta e meia, quando falo com alunos sobre poesia, eles me perguntam de onde vem a inspiração. Respondo: Do mundo, oras. E digo mais: todo tema pode dar um bom poema. O que faz a diferença é esse "olhar".
Há uma cena do filme Sociedade dos Poetas Mortos (clique aqui e assista) que retrata muito bem essa noção. Mais do que entender que poesia são outras formas de ver o mundo, é preciso ter uma espécie de liberdade (desprender-se dos aparentes limites mesmo) para conseguir olhar adiante. Lembra daquele papo de que liberdade é uma criança? Aí está.
Você já descobriu algo hoje? Tente olhar ao redor com mais atenção que, com certeza, você vai reparar.
Ignorando as fronteiras do tempo e espaço, a poesia é um meio incomparável de compreensão intercultural. Este é um trecho do blog de Andréa Motta, sobre o Dia Mundial da Poesia (hoje!). Vale a pena conferir aqui.
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